“Acho que é melhor eu ir embora.” “Você não sabe o que é melhor, Stubb.” “Não. Mas sei o que é pior, e você também sabe. Sou sempre o pior pra você.” “Meu Deus, deixa de ser idiota. Você parece uma garotinha chorona.” “E você não sabe levar nada a sério.” “Stubb, você vive brigando comigo por sempre estar abrindo mão, por sempre estar deixando de lado… Mas olha pra você. Eu sei que você é o cara errado. O cara mais idiota e burro do universo. Mas não precisa ficar tocando nesses pontos toda hora. Tá que a gente não combina, tá que a gente não dá certo. Mas então que seja, vamos dar errado.” “Não é simples assim, Robin. A gente é uma coisa… Sei lá. A gente é um bolo de coisas erradas. Nada na gente bate, nada na gente se bica. Porra, eu queria ser o cara pra você pelo menos um pouco. Mas eu não sou, cara. E o mais irônico, é tu ser a mina pra mim e eu não ser o cara pra você.” “Você fala como se eu não fizesse nada de errado.” “Faz, e não é pouco. Mas você continua sendo certa, na sua medida, na sua proporção. Mas eu sou errado de todos os ângulos. E isso não vai mudar.” “Não quero que mude.” “Mas eu nunca vou me encaixar com você em nada.” “Então não se encaixe, garotinha chorona. Continua sendo a peça y. Continua sendo o meu oposto e a coisa errada. Já que eu sou sua parte certa, você precisa ser a minha errada. Você precisa ser tudo aquilo que eu não sou. Porque não tem graça ser a peça certa sem ter a peça errada.” “Só vou relevar porque eu preciso de juízo. E acho que isso é contigo. Posso até ficar mais uns cinco minutinhos, só por causa do seu discurso.” “Você fala como se não quisesse ficar.” “Pois é, é aquilo né, Robin… Eu sempre quero ficar. Só que se a gente não complicar, não tem graça.
“Gosto de quem presta atenção em mim. De quem procura novidade mesmo me conhecendo do avesso. De quem não desiste de me descobrir. De quem não se cansa da rotina. De quem se entrega. Sempre.